O Pantanal Shopping é o principal centro de compras de Cuiabá. A área de alimentação existia, mas funcionava como apêndice da operação varejista, um espaço de passagem entre as lojas. O cliente não considerava o food hall como atração própria.
O desafio do projeto foi reposicionar esse espaço para que ele deixasse de ser uma extensão do shopping e passasse a ser um motivo independente para o cliente ir até o Pantanal. Isso muda completamente a equação: o food hall deixa de competir por permanência com as lojas e passa a alimentar o fluxo total do shopping.
Em paralelo, o briefing exigia uma atmosfera que conversasse com a identidade regional mato-grossense, sem cair em caricatura. Pantanal não como cenografia, mas como referência arquitetônica e material.
Trabalhamos em quatro camadas de decisão para reposicionar o espaço.
Identidade regional sem cenografia. Em vez de aplicar elementos decorativos pantaneiros, usamos referências sutis na escolha de materiais, texturas e paleta cromática. Madeiras naturais, pedras locais e uma palheta terrosa que dialoga com a paisagem mato-grossense sem virar fantasia.
Fluxo pensado para permanência prolongada. O layout privilegia áreas de convivência amplas, com mesas comunitárias e nichos mais íntimos. O cliente é convidado a ficar, não apenas comer e sair.
Identidade visual unificada entre as operações. Cada operação mantém sua marca, mas o sistema de comunicação visual e a arquitetura criam coesão geral. O food hall é lido como um espaço único antes de ser lido como conjunto de marcas.
Iluminação que muda o tom do espaço ao longo do dia. Camadas de luz natural e artificial permitem ao food hall mudar de atmosfera entre almoço, tarde e jantar. Mesmo espaço, três momentos diferentes de consumo.
Registro fotográfico do food hall em operação. Atmosfera, materialidade e fluxo capturados no dia a dia da loja.
Madeiras naturais, pedras locais e metais em acabamento envelhecido. Paleta terrosa com pontos de contraste em latão. A escolha conversa com a paisagem mato-grossense sem recorrer ao folclore.
Três camadas, geral, focal e ambientação. Permitem ao food hall mudar de personalidade entre almoço, café da tarde e jantar, ampliando o uso do mesmo espaço em momentos de consumo distintos.
Sinalização institucional unificada e wayfinding integrado à arquitetura. Cada operação mantém a sua marca, mas o conjunto é lido como um espaço só.
Mix de mesas comunitárias, balcões altos e nichos mais íntimos. O cliente escolhe a relação que quer ter com o espaço, sozinho, em grupo, em pausa rápida ou em refeição longa.
Indicadores de performance pós-implantação, em validação com a operação do Pantanal Shopping.
Espaço reservado para depoimento do cliente ou operação âncora do food hall. Sugestão: 2 a 3 frases assinadas por diretor de marketing ou superintendente do shopping.